Cloridrato de Piridoxina – VITAMINA B6

Características: é uma vitamina hidrossolúvel, envolvida principalmente no metabolismo dos aminoácidos e também no metabolismo glicídico e lipídico. Favorece a respiração das células, e também é necessária para a formação da hemoglobina. É absorvida no intestino delgado, mas diferentemente das outras do complexo não é totalmente excretada pelos rins, ficando retida, principalmente, nos músculos. Essa vitamina ajuda no metabolismo dos aminoácidos, sendo importante para um crescimento normal e essencial para o metabolismo do triptofano e para a conversão deste em niacina. Isto mostra a ligação que essas vitaminas tem umas com as outras. A deficiência dessa vitamina é relativamente rara, no entanto, alguns medicamentos como a isoniazida, diminuem as concentrações plasmáticas da piridoxina.

Pessoas com quadro de alcoolismo e mulheres grávidas que apresentam pré-eclâmsia ou eclâmpsia,podem apresentar deficiência  dessa vitamina. Estudos feitos, ainda não comprovaram, totalmente, sua eficiência na tensão pré-menstrual. Na falta da Vitamina B6 pode ocorrer: dermatite, anemia, gengivite, feridas na boca e na língua, náusea e nervosismo.

O cloridrato de piridoxina é convertido em sua forma fisiologicamente ativa, o piridoxal fosfato, por ação de quinases, em presença de magnésio. O piridoxal fosfato atua como coenzima no metabolismo protéico, glicídico e lipídico. Uma função extremamente importante no tratamento da tensão pré-menstrual é sua ação sobre o ácido glutâmico.

O pirodoxal fosfato promove a descarboxilação deste aminoácido formando, posteriormente, o ácido gama-amino-butírico (GABA), que é considerado um neurotransmissor inibidor. A diminuição na concentração de GABA no SNC leva ao quadro de excitação e irritabilidade.

Também é usada em formulações para uso tópico, por sua ação antiseborréica.

Associada ao zinco, potencializa a ação deste sobre a 5 alfa redutase.
Indicações: prevenção e tratamento da sua deficiência, no tratamento de certos distúrbios metabólicos, na depressão e outros sintomas associados a Síndrome de Tensão Pré-Menstrual e ao uso de anticoncepcionais, na profilaxia da neurite periférica induzida pela isoniazida e para o tratamento da intoxicação aguda pela isoniazida.

Posologia: de 20 a 300mg ao dia. A dose usual de Vitamina B6 para o tratamento da STPM é de 300 a 600mg ao dia.

Para uso tópico, 0,2 a 2%, em tratamentos capilares para caspa, alopecia seborréica e acne.

Precauções:
megadoses (2 a 6g/dia) por vários meses podem causar neuropatias sensoriais graves. Na gravidez e lactação: grávidas expostas a doses altas de piridoxina (200mg/dia por mais de 30 dias) podem produzir síndrome de dependência à piridoxina no recém nascido.

Reações adversas:
efeitos adversos de fato atribuíveis à piridoxina isoladamente são raramente relatados; como queixas de acidez estomacal, indigestão e náuseas só descritas com doses de 150 a 200mg/dia, embora haja relato de neuropatias periféricas com a ingestão de 200mg/dia por mais de 30 dias.

Interações Medicamentosas:
medicamentos contendo estrogênios, hidralazina, diuréticos de Alça, tetraciclina, isoniazida e teofilina podem causar a depleção da vitamina B6. Alto consumo de proteínas pode promover redução relativa dos indicadores do status de piridoxina, já que a indução das enzimas dependentes de piridoxal fosfato pode levar à retenção tecidual de piridoxina.
Referências Bibliográficas:

BATISTUZZO, J.A.O.; ITAYA, M.; ETO, Yukiko. Formulário Médico

Farmacêutico, 2ª edição, São Paulo, Tecnopress, 2002.

BERNARDINO, M. J.; SOUZA, V. M. – A farmacologia do suplemento:

desvendando a prescrição de suplementos e fitoterápicos na prática

da nutrição. Editora: Pharmabooks, 1ª edição / 2010.

DEF 2007-2008, Dicionário de Especialidades Farmacêuticas. São

Paulo.

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